Quando invisível fui solidão
minhas pegadas não deixaram rastros
quis perder-me no caminho
mas, todas as alternativas me levavam a você.
Agora costurando amores retalhos coloridos
alfinete que me espeta os dedos
faz sangrar a criatividade
respingando na alma sem cor
aquecida pelas cores
da colcha de retalhos
soma de pequenos amores.
Quando o real se “abstratificou”
Evaporou o vinho seco
No painel molhado e tinto
Espumantes pintados
Com bolhas de ar rarefeito. Uma taça de porto no vácuo
Onde os amantes gemem
Sem ser ouvidos
Eu te amo no silêncio
Das ondas que não se propagam.